UM PESO E DUAS MEDIDAS
O recente aumento da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária ( Copom), para 12,5% ao ano, já está provocando reflexos na vida das pessoas físicas e nas indústrias.
Como era de se esperar, a demanda de crédito para as pessoas físicas já apresenta um declínio, pois a tendência é a contenção da inflação, alimentada pelo excesso de consumo. Os setores mais atingidos são os de compras de veículos e o de crédito pessoal.
Para as indústrias, a redução do consumo levará a uma produção mais contida, diminuindo a circulação de dinheiro, penalizando a sociedade e diminuindo o crescimento do país, pois o custo do dinheiro fica cada vez maior.
Não existem dúvidas de que a inflação precisa ser combatida a todo custo, pois a cada momento surgem novos fatores como, por exemplo, a alta dos alimentos.
Conseqüentemente, o Brasil passa a ser um país atraente para o capital estrangeiro, provocando a diminuição da taxa cambial e afetando o setor de exportação. Os problemas, ficarão para serem resolvidos no futuro.
Mas a dívida pública continua alta, motivada em parte, pelos gastos do governo, principalmente agora que o cofre está sendo aberto para seduzir a oposição e convencê-la a votar, de novo, agora, a favor da nova CPMF.
E, a agência Moody já deixou bem caro que estes gastos públicos representam um fator limitante para elevar o país à condição de grau de investimento. Esta agência é uma das três mais importantes avaliadoras desta modalidade de qualificação.
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E como se não bastasse toda esta situação de dificuldade, a bolha do petróleo começa a explodir, fazendo baixar as cotações das commodities, representadas, principalmente pelas ações da Petrobrás. A cotação estava em um patamar altamente especulativo e isso teria que ocorrer a qualquer momento.
Mas esta situação não é tão preocupante assim, pois o mercado financeiro ainda tem bastante gordura para agüentar este tranco. Mesmo porque, a tendência para os próximos dois anos, segundo o último relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), a previsão para o país é de um crescimento não muito acelerado, mas firme, em relação a um grande número de países.
Isto significa que momentos de queda das ações da Bolsa de Valores, significam uma ótima oportunidade para a compra de papéis tradicionais.
CONCEITO DE FELICIDADE
No futuro, poderemos dizer que éramos felizes e não sabíamos, pois na vizinha Argentina, uma onda de pânico, motivada pela insolúvel questão entre o governo e os agricultores, acarretou uma corrida às agências bancárias para saques em poupanças e contas correntes.
Como conseqüência, o governo aumentou os juros de 10 para 18% em relação às aplicações e queimou 2 bilhões de dólares das reservas, como represália contra quem apostou nesta moeda.
Escrito por zauverissimo às 22h53
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