NEM TUDO QUE RELUZ É OURO OU CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO
Esta semana foi agitada com informações das mais diversas que, certamente, devem ter deixado as pessoas boquiabertas com tanta informação cruzada e conflitante. A primeira delas foi em relação às contas do Balanço de Pagamentos, cujo déficit é de 3 bilhões de dólares. Só que, uma parte deste total, foi amortecida pelo aumento das transferências. Não explicaram isso, mas dá para saber que foram transferências de brasileiros no exterior, que mandaram dinheiro para cá, principalmente os descendentes de japoneses.
Mesmo assim, se o Balanço é negativo, é porque, no total saiu mais dinheiro do que entrou. E isso não é bom.
Este Balanço de Pagamentos inclui: a) Balança Comercial (exportações e importações); b) Balança de Serviços (transportes e seguros referentes ao item anterior), serviços governamentais (embaixadas e consulados) e c) transferências do exterior. É claro que esta apresentação aqui está bastante resumida, mas o objetivo é dar uma idéia global.
Outra informação foi, a nota dada ao Brasil elevando-o à condição de Grau de Investimento por uma agência canadense, pouco conhecida. O efeito foi psicológico e fez as cotações das ações subirem, um pouco mais.
Finalmente, outra, das três agências de porte, a Fitch Ratings, elevou o Brasil à condição de Grau de Investimento. Isto foi muito bom, pois agora, só falta uma agência dar a sua nota.
Mas acontece que não explicam que existe uma diferença significativa entre crescimento e desenvolvimento. O país está crescendo bem, apesar da “roda presa” da dívida externa. Ou seja, o crescimento tem relação com a quantidade produzida. Este crescimento é medido através de indicadores econômicos como o PIB, o PIB per capita, a Renda Nacional e a Renda per capita.
O desenvolvimento, por sua vez, é medido através de um índice que as Organizações das Nações Unidas (ONU) adotou e cuja sigla é o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que inclui o PIB (Produto Interno Bruto) per capita, a expectativa de vida, a taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade e a taxa de matrícula bruta nos três níveis de ensino (relação entre a população em idade escolar e o número de pessoas matriculadas no ensino fundamental, no ensino médio e no ensino superior). Ou seja, a qualidade de vida.
Segundo dados recentes, o Brasil está entre os dez mais no cenário mundial, em termos de crescimento. E isso é muito bom.
Em relação ao desenvolvimento (IDH), o Brasil ocupa o 69º lugar, com 1/3 da população abaixo da linha de pobreza, uma taxa de analfabetismo de 15% e uma expectativa de vida ao nascer, em torno dos 68 anos, mesmo com uma mortalidade infantil de 34 para cada mil nascidos com vida. E isso não é bom.
Tenham um bom final de semana, ... apesar da chuva.
Escrito por zauverissimo às 18h23
[]
[envie esta mensagem]

|