PRUDÊNCIA E CALDO DE GALINHA ...
Como se não bastasse a corrida final para a entrega da declaração do Imposto sobre a Renda, na verdade, Imposto sobre os salários para muitos, algumas reviravoltas ocorreram nesta semana que se encerra.
A tendência de uma grave recessão americana continua influenciando a decisão do Banco Central Americano (FED) quanto ao valor da Taxa de juros e sua relação com o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre.
A previsão de uma redução de 0,25%, fazendo com que os juros anuais permaneçam em torno de 2% ao ano, já era esperada pelo mercado financeiro no Brasil. Os resultados foram anunciados na quarta-feira à tarde.
Enquanto isso, os mercados financeiros internacionais continuaram em alta e influenciando positivamente a Bovespa.
Neste cenário positivo, algumas empresas continuam promovendo bonificações, como foi o caso da Usiminas. Mesmo após a bonificação de 50%, as ações da Usiminas mantiveram valorização de 1,80%, por conta de um resultado acima do esperado, fortalecida por um bom prognóstico em relação às empresas de siderurgia. Já, as ações da Itaúsa (Investimentos Itaú), foram bonificadas em 10%, como resultante da capitalização de reservas de lucros.
Mas a grande notícia da semana foi a promoção do Brasil à categoria de Grau de Investimento pela agência de Standard & Poor´s. Isto significa que o país tem condições de honrar suas dívidas em relação ao mercado externo. Trata-se de uma premiação almejada por muitos e conquistada por poucos.
Um dos critérios utilizados foi a continuidade do regime de metas de inflação e da taxa de câmbio flutuante. A dívida externa ficou aquém dos 10% das receitas da conta corrente e as reservas cambiais mantiveram-se aumentadas com a redução da dívida externa. O momento não é de cruzar os braços, pois tem muito trabalho pela frente.
É claro que existem pontos fracos e ameaças que precisam ser vigiadas, tais como o encargo de juros, a rigidez orçamentária e o baixo crescimento, na condição de país emergente. Como aspectos positivos, temos a previsão para um PIB em torno de 4,5%. Além disso, existem recomendações como a necessidade de fortalecer a política fiscal, com redução das taxas de juros reais, reduzindo a dívida externa.
Por outro lado, se esta nova classificação valoriza o real, acaba prejudicando as exportações, com um dólar reduzido.
Mas a grande preocupação deverá ser, daqui para diante, das medidas adotadas pelo governo para garantir esta premiação. Um exemplo, nós já temos. Os Estados Unidos tem um PIB positivo, mas a economia continua desacelerando. O índice de emprego recuou e o índice de preços aumentou.
Traduzindo, para o nosso caso: o governo já acenou com um aumento do funcionalismo público, acima da inflação; a disparada de preços força uma redução do consumo e aumento da inadimplência em todo o país; a inflação está em alta, o aumento do diesel tende a provocar um efeito dominó no custo dos alimentos e, se alguma atitude mais rígida, não for adotada pelo Banco Central, o prêmio recebido vai virar pó.
Portanto, um aviso aos mais afoitos. A bolsa de valores subiu 8% nos últimos dois dias da semana. O momento não é de comprar, mas sim, vender alguma coisa e observar as reações, porque muita água ainda vai rolar.
Afinal, como diz o velho ditado: “ Prudência e Caldo de Galinha ... Não Fazem Mal a Ninguém”.
Escrito por zauverissimo às 20h24
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FINANÇAS
Como se não bastasse a corrida final para a entrega da declaração do Imposto sobre a Renda, na verdade, Imposto sobre os salários para muitos, algumas reviravoltas poderão ocorrer no dia de hoje.
A tendência de uma grave recessão americana poderá influenciar, a decisão do Banco Central Americano (FED) quanto ao valor da Taxa de juros e sua relação com o Produto Interno Bruto(PIB) do primeiro trimestre.
A previsão de uma redução de 0,25%, fazendo com que os juros anuais permaneçam em torno de 2% ao ano, já é esperada pelo mercado financeiro no Brasil. Os resultados serão anunciados hoje à tarde.
Enquanto isso, os mercados financeiros internacionais estão em alta e influenciando positivamente a Bovespa.
Mesmo após a bonificação de 50%, as ações da Usiminas iniciam esta quarta-feira com valorização de 1,80%, por conta de um resultado acima do esperado, mais ainda fortalecida por um bom prognóstico em relação às empresas de siderurgia.
Escrito por zauverissimo às 11h22
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