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Blog de zauverissimo
 


         

UM MUNDO DO FAZ DE CONTA

 

As fantasias e as ilusões sempre permearam o imaginário do ser humano de tal maneira que muitas coisas que nós vemos ou pensamos podem necessariamente não significar uma realidade concreta. Os exemplos dos atuais jogos olímpicos mostram como este tipo de preocupação está presente nos anfitriões chineses.

Nem tudo que parece é... e os chineses defendem a decisão de terem usado alguns recursos não reais durante a cerimônia de abertura dos jogos. Entre as ilusões, uma menina bonita (Lin Miaoke) que dublou uma menina feia e sem um dente de leite (Yang Peiyi), além das imagens dos fogos geradas por computador nos céus de Pequim, filmados meses antes.

As arquibancadas, por sua vez, quase vazias, estão sendo ocupadas por torcedores que, na sua maioria, está sendo paga para aplaudir as delegações de todos os países.

Do ponto de vista político, de forma intransigente, o governo chinês negou visto para dois atletas e ativistas americanos que pretendiam participar das olimpíadas. O patinador Joey Cheek e Brad Greiner do pólo aquático foram barrados porque fazem parte de uma ONG de ajuda a uma província do Sudão, aliada da China.

Além disso, como revelou o blog norte-americano, The Huffington Post, um dos mais influentes dos Estados Unidos, uma ginasta, He Kexin, que fez parte da equipe chinesa de ginástica artística, ganhou o ouro em Pequim, nesta última quarta-feira, mas não poderia estar ali. Com 14 anos, ela não tem a idade mínima para competir na modalidade em uma olimpíada, que é de 16. O mesmo acontece com as suas colegas Jiang Yuyuan e Yang Yilin.

Isto, sem falar nas coisas escondidas que não puderam ser mostradas, como o passado da era Mao Tsé-Tung, a extensa região pobre da China esquecida e os problemas ainda sem solução da polêmica independência do Tibete.

Todo este grande espetáculo chinês inclui o despejo de quatro mil pessoas, sem indenização, para a construção da Nova Quianmen, que representa uma forma de “preservação” do patrimônio para ser mostrado ao turista.

A poluição intensa está assustando a todos os turistas que, também, ficam perplexos com as barracas de guloseimas estranhas, tais como espetinhos de escorpiões, de baratas e de lacraias. Eles, na verdade, têm nojo de comer tais “iguarias” que só são feitas para vender para turistas otários. E, o calor é tão forte que consegue superar a temperatura de Bangu.

A milenar tradição chinesa sempre foi aprimorada na magia e na dissimulação. Assim é com as técnicas de artes marciais chinesas, assim sempre foi com as lutas pelo poder ao longo dos tempos e assim está sendo com as olimpíadas.

Ao mesmo tempo, que existe uma profunda preocupação em ocupar um lugar no mundo, a questão do desrespeito aos direitos humanos continua escondida, sendo mascarada, não só pelos espetáculos das olimpíadas, mas também pela intensa produção de artefatos dos mais diversos que são exportados para o resto do mundo, procurando mostrar somente o lado rico e próspero.

Apesar dos pesares, os jogos de Moscou, em 1980, foram muito piores que os de Pequim nesta questão de liberdade de expressão. Mas que isto não sirva de consolo, pois nada justifica o cerceamento da liberdade de expressão e dos direitos humanos.

É uma espécie de “varrer a sujeira para baixo do tapete” ou como disse aquele ex- ministro, aqui no Brasil, em uma entrevista na televisão, pensando que não estava no ar: “ o que é bom agente mostra e o que é ruim agente esconde”, ... tal qual um mundo do faz de conta.



Escrito por zauverissimo às 10h15
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O SHOW DEVE CONTINUAR

 

Geralmente, a primeira coisa que nos lembramos é do espetacular musical O Show Deve Continuar (All that Jazz- 1979) de Bob Fosse.  No entanto, o show ao qual me refiro aqui, foi o de degustar a voz do filho de Frank Sinatra em sua primeira turnê mundial, homenageando seu pai no 10º aniversário de sua morte.

Além do timbre inconfundível, a voz que Frank Sinatra Júnior herdou do pai, permite que ele possa continuar o show daquele que foi aclamado como a voz (The voice).

Durante muitos anos ele atuou como diretor musical e ainda como maestro de Sinatra. Segundo ele: “Nossa voz é extremamente semelhante, não havia porque desenvolver uma carreira paralela à dele enquanto estava vivo”.

Neste maravilhoso espetáculo, Frank Sinatra Júnior canta com a sua  orquestra sob a regência do maestro Terry Woodson, homenageando seu pai, ao  interpretar seus maiores sucessos, ao mesmo tempo que celebra os 50 anos da bossa nova, interpretando Tom Jobim, com algumas músicas inesquecíveis, dentre elas, Garota de Ipanema.

Este maravilhoso espetáculo foi apresentado em todo o Brasil em cidades como Rio de Janeiro, Manaus, Brasília, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte em diferentes datas. Nesta quinta-feira, dia 07 de agosto foi a vez da cidade do Rio de Janeiro, que foi brindada com esta maravilha.

A história deste novo intérprete das músicas imortais de seu pai teve como início a sua vida de estudante de música na Universidade da Califórnia, onde, originalmente planejou uma carreira como pianista e compositor.

As primorosas canções incluem Night and Day, I´ve got you under my skin, My Way e New York, New York, dentre outras.

Preocupado com a fidelidade do show, Sinatra Jr. Incluiu na sua turnê no Brasil a maravilhosa orquestra que acompanhava seu pai com os arranjos primorosos de Nelson Riddle, Bill Rogers e Billy May.

Mas, nem tudo são flores. Apesar da excelente organização interna, com bom serviço de refeições, incluindo uma extrema preocupação com segurança, parece que os organizadores esquecem das dificuldades para chegar e sair de tais lugares.

Como sempre, não havia um lugar disponível para estacionar o carro, ficando o serviço a cargo de manobristas, coisa que a minha religião não aceita. Para muitos que não sabem, a cidade maravilhosa é campeã de “desaparecimentos” estranhos de estepes e outros pertences na mão desta praga. Quando o furto é descoberto, já é tarde e você não sabe a quem atribuir a culpa.

A fila para quem optou por serviço de táxi estava quilométrica, sem uma presença firme e rigorosa, como deveria ser, de uma guarda municipal. Afinal foi um evento da cidade. Mas dá para aceitar, pois o prefeito, ... sumiu.

Como sempre os cambistas atuavam quase que na porta de entrada, sem preocupação alguma com o incômodo que estava sendo causado.

Para quem perdeu, quem sabe? Talvez possa ver este maravilhoso show em uma cidade um pouco menos desorganizada.

Mas, no “frigir dos ovos”, “entre mortos e feridos, salvaram-se todos” ... e o show  deve continuar.

 

 



Escrito por zauverissimo às 13h58
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BODE, PAPAGAIO E PERIQUITO

 

Duas questões estão sendo levantadas sobre o assunto das milícias. A primeira refere-se ao porte de armas fora do serviço, enquanto a segunda é  o motivo da falta de treinamento. É o que dizem os jornais, tendo como justificativa o envolvimento de profissionais com as milícias, onde até carro de polícia falso, é utilizado.

Estão falando de quem? Os jornais e as autoridades falam que é dos bombeiros, mas parece que a população estende esta preocupação a todos que trabalham com armas.  Sim, porque tanto os policiais civis, quanto as forças auxiliares (policia militar e bombeiros) não têm treinamento adequado para o uso de armas.

A culpa está sendo colocada nos bombeiros, sabe-se lá por qual motivo. É claro que está havendo um desvio gritante do foco principal do problema.

Como na parábola bíblica do bode expiatório, os bombeiros estão levando a culpa. Parece, também, aquela história conhecida do dito popular: “ Papagaio come milho, periquito leva a fama”.

Os cidadãos comuns, praticantes de tiro desportivo, passam por toda uma série de constrangimentos, para cumprir  exigências e terem a possibilidade de praticar um  esporte de forma saudável e segura. Destas exigências, uma delas é um rigoroso exame psicotécnico, a cargo da Polícia Federal.

Enquanto isso, existe uma farra generalizada e sem controle de indivíduos, cujas exigências psicológicas são questionáveis, portando armas como bem entendem.

Em relação aos bombeiros, podemos dizer que pau que nasce torto, morre torto. Só mesmo em um país tupiniquim, terra de bugre que nem o nosso, que bombeiro é militar. Em comparação aos países de primeiro mundo, os bombeiros,  atendem aos chamados, desarmados, é claro, porém acompanhados de uma polícia única, efetivamente preparada e bem armada. E, o ex-prefeito do Rio, ainda tinha a intenção de armar a guarda municipal. Tenha dó!

Temos um Estatuto do Desarmamento que gerou tanta polêmica para desarmar civis, muitos dos quais idôneos, que resultou, felizmente, de um NÃO geral. A orgia, continua, justamente com os que deveriam representar o Estado. Mas, se o Estado é ausente, sobra para o cidadão comum que paga duas vezes: uma no bolso e a outra pela falta de competência da máquina do Estado.

Recentemente, entenderam o perigo que constitui o uso de armamento pesado nas mãos da polícia nas ruas.  Foi preciso morrer muitos inocentes, para que alguma coisa fosse feita. Estas armas passarão a ser utilizadas por equipes especializadas em incursões devidamente programadas. Só que o problema não é a arma, mas o preparo adequado do policial que faz uso dela.

Em contrapartida, todos sabemos que os grupos fora-da-lei utilizam armamento ilegal, contrabandeado, que passa pelas nossas fronteiras ou talvez, até, pelos aeroportos e chegam às mãos do tráfico, ao que parece com bastante facilidade. Ou seja,  quem deveria fazer esta vigilância está errando em alguma coisa.

Mas, como alguém precisa levar a culpa desta omissão do Poder Constituído, a história nos mostra que é sempre o mais fraco, sejam os bombeiros ou as armas de longo alcance, que passam a ser o bode expiatório ou o periquito que leva a fama do milho que o papagaio comeu.



Escrito por zauverissimo às 20h24
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NOTAS SOLTAS

Algumas estão soltas, outras... deveriam ser presas.

 

FALTA DE RESPEITO

Outro dia desses, assisti, de novo, o filme “ A Filha do General”. Uma produção americana de 1999, sob a direção de Simon West com John Travolta, Madeleine Stowe e James Cronwell no elenco. Trata da história de um investigador que não sossega quando o alto comando de um forte americano tenta encobrir o motivo do assassinato de uma oficial, filha do general.

O interessante da história é que ela, em um exercício militar em West Point, foi estuprada e violentada pelo “inimigo”. O caso foi abafado por ordens superiores e, o general, seu pai, disse para ela esquecer o assunto. Com certeza, para não criar desdobramentos sobre uma situação que poderia atrapalhar a sua carreira. Mas, quando o incansável detetive militar Travolta descobriu tudo, já era tarde.

Ficção? Não. Quantas pessoas são “violentadas” moralmente todo dia, em todo momento, pelo “inimigo”, travestido em funções decisórias nos mais diferentes níveis?

É muito difícil, pois tem gente que mesmo sendo punida, continua a agir do mesmo jeito, porque falta vergonha.

 

O BICHO HOMEM

Se o homem é um “ animal político” ou “o lobo do homem”, já sabemos(vide Blogs anteriores). Mas nesta semana, tivemos conhecimento do menino de 11 anos, que atacado por um cão pitbull, reagiu, mordeu o cão e perdeu um dente, mas se salvou.

 

O CACHORRO DO LEBLON

Conhecido como MacGyver, só atravessava nos sinais, fazia ponto na agência do Banco do Brasil da Ataulfo de Paiva para se deliciar um pouco com o ar condicionado e freqüentava o Talho Capixaba. Morreu na semana passada vitimado pelas conseqüências da Diabetes, sem controle e sem medicação.

 

SEXO E NEGÓCIOS

Incrível, mas é real. Saiu o tão esperado livro de Nury Vittachi, “ O Kama Sutra dos Negócios” da editora Rocco. Vale à pena conferir os princípios de administração com fundamento nas técnicas indianas de forma a alcançar a realização no mundo corporativo.

 

O ESTADO E O CIDADÃO

Já não era sem tempo. Finalmente um representante nosso no Congresso, o deputado Raul Jungmann, apresentou um projeto para punição de policiais e juizes por abuso de autoridade. Embora exista uma redundância no assunto, por conta do artigo 187 do Novo Código Civil (ver Blog Responsabilidade Civil), a medida tem por objetivo obrigar o Estado a exercer uma ação que seria trabalhosa, penosa, lenta e cara para o cidadão comum. Parabéns, Deputado.

 

O ESTADO AUSENTE

Onde o Estado não chega, candidatos são proibidos de apresentar as suas propostas para as próximas eleições, nos currais eleitorais do crime, situados em regiões favelizadas e dominadas pelo tráfico. A ausência do Estado tem sido caracterizada pela omissão dos seus representantes municipais e estaduais, em relação à questão habitacional, principal motivo do aumento destas favelas. Não acredito que seja por má fé, mas com certeza por incompetência mesmo.

 



Escrito por zauverissimo às 20h40
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RESPONSABILIDADE CIVIL

 

A questão das relações entre as pessoas e suas possíveis conturbações sempre foi um assunto muito estudado desde os tempos antigos.  Aristóteles, por exemplo, foi um dos primeiros a descrever o homem como “ Um animal político”, enquanto Hobbes, mais pessimista, o descreveu como: “Homo homini lupus”, ou seja,  “ O homem é o lobo da homem”. Com o passar do tempo, as leis foram aprimoradas de forma a resguardar os direitos de cada um.

Atualmente, aqui no Brasil, encontramos no Novo Código Civil, a legislação vigente sobre este assunto. Temos, então, duas categorias de atos ilícitos, que correspondem aos artigos 186 (violação do direito de alguém) e 187 (abuso de direito), respectivamente.

Estes artigos se referem, principalmente, às pessoas que exercem funções com características decisórias ou de responsabilidade (um chefe, um coordenador, um diretor, um professor, um policial ou até mesmo um cidadão comum) cujos atos podem prejudicar outros. Nestes casos, podemos encontrar um dano, um nexo de causalidade e até a culpa. Daí a diferença entre responsabilidade civil subjetiva e objetiva.

Em cada uma das situações, caberá reparação do dano causado com amparo no artigo 927, no título IX – Da Responsabilidade Civil, do Novo Código Civil.

Estas questões têm aplicação em quase todos os campos do mundo jurídico, como instrumento destinado a reprimir o exercício anti-social dos direitos de cada um. Por este motivo, o assunto faz parte da rotina diária dos advogados civilistas.

Como é fato conhecido para os profissionais de Recursos Humanos, muitas pessoas exercem certas funções decisórias sem um mínimo de preparo, muito menos uma boa assessoria. Costuma-se utilizar o jargão padrão: “ Está fora de função”.

Um dos exemplos mais conhecidos é o tipo negativo de síndico. Ele tem a chamada “ Síndrome do Síndico”. Esta figura se considera onipotente e onipresente. Para complicar, “acha” que entende de tudo: engenharia, direito, arquitetura e por aí vai.

Esta figura disforme, geralmente, precisa e busca incessantemente o poder. Não consulta especialistas, não ouve os mais experientes e o que é pior, tenta exercer sozinho a sua função. Quando não faz muita besteira, costuma terminar o período de função, sem muita reclamação. E, por sorte, sem nenhuma ação na justiça.

Podemos dizer, sorte, porque a maioria das pessoas não conhece os seus direitos e, como diz o velho ditado:  “O direito não socorre quem dorme”.

Considerei aqui a questão do síndico, mas podemos estender a todos os “síndicos”, sejam chefes, diretores, coordenadores, professores e múltiplas outras funções semelhantes. Temos observado diariamente nos jornais, não só os mandos e desmandos entre juízes e ministros, como na questão do banqueiro Daniel Dantas, mas também policiais que cometem prejuízos, no exercício da função e assim por diante.

Até e, principalmente, na área educacional, este assunto acontece com freqüência, pois muitos se acham donos da verdade e acima do poder. Seriam conseqüências genéticas do período da ditadura militar?  Seriam processos inconscientes não resolvidos? Ou seria a influência da Copa de 1970 com a lei de Gerson: “ O negócio é levar vantagem em tudo”. Seja o que for, é sempre preferível um rebanho submisso e sem identidade.

Ou como poderia estar escrito no velho Pasquim: “ Lutaremos para manter o poder, nem que seja até a última gota ... do seu sangue”.

Na verdade é tudo quase a mesma coisa, só muda a cor ou a letra. Já, outros, preferem o velho ditado popular: “ Bom cabrito não berra, nossos mortos serão vingados”.

 

 



Escrito por zauverissimo às 23h46
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TUDO COMO DANTES

 

 

Tudo como dantes ... no quartel de Abrantes. Assim está o mercado de ações. Depois da fuga dos estrangeiros, levando os lucros obtidos por aqui, eis que surgem eles, de volta, para auferir mais lucros.

Quem tinha ações, ficou apavorado com a queda brusca e vendeu, ... perdeu. A tendência agora é de um canal de alta puxada por vários fatores.

As fortes influências são: a) a oferta pública das ações da Vale a um preço abaixo do mercado com a participação de um grande número de instituições financeiras; b) o controle da inflação a todo custo, como meta do Banco Central;  e c) a participação da  CVM (Comissão de Valores Mobiliários) de discutir os principais temas críticos em pauta. O assunto do momento é o fraco desempenho da  oferta pública de ações da Agrenco, que passaram a ter um desempenho muito ruim.

Esses fatores influenciam o retorno do capital estrangeiro que deve estar fugindo de algum país sujeito a ventos e tempestades e agora, estão comprando contratos de Ibovespa futuro, na Bolsa de Mercadorias e Futuros, sinal de que um certo otimismo está de volta. É assim que o mercado funciona.

Mas, como já disse aqui, quem investe pensando em um prazo longo, não precisa ficar preocupado, pois o ganho é certo.

Os bancos nacionais aproveitam esses momentos de turbulência para “empurrar” investimentos com baixíssimo retorno em relação ao mercado de ações. É claro que a liquidez pode ser maior, assim como, no mercado de ações, dependendo do tipo de ação escolhida, o retorno poderá ser maior ainda.

Essas instituições apelam para a altíssima rotatividade do mercado acionário, fazendo terrorismo com o fator medo do risco.

Como disse o sociólogo Zygmunt Bauman, é o “ amor líquido”, referindo-se à alta rotatividade dos vínculos afetivos, decorrente da fragilidade dos laços humanos. Se assim é com as pessoas, quanto mais com as ações, ou pior, podem até parafrasear Marx, com: “as ações desmancham no ar” , diria o gerente do seu banco.

Isto significa que os momentos de euforia ou de pânico, devem ser tratados com uma certa cautela. Os investimentos feitos com fundamento em critérios sólidos tendem a promover um retorno saudável e, principalmente, liquidez.

As equipes do mercado de ações possuem muita experiência e sabem que os recentes estudos gráficos influem na avaliação do preço das ações com um mínimo de erro e, conseqüentemente, podem orientar o investidor na sua escolha com credibilidade. E, este tipo de relacionamento funciona como se fosse uma espécie de um “Contrato Social”.

O interessante é que este cenário nos faz lembrar O Leviatã, de Hobbes, em que ele apresenta algumas das leis da natureza que se aplicam a todos os homens para o seu próprio benefício e preservação, onde a terceira lei diz: “ os homens têm de cumprir os Pactos que celebraram, caso contrário os pactos são em vão, e apenas palavras Vazias”.

Isto inclui, até mesmo uma boa dose de psicologia para acalmar os ânimos nos períodos de crise e aconselhar calma, porque, cedo ou tarde,  tudo voltará a ser como dantes.

 

 

 

 



Escrito por zauverissimo às 19h30
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BARBAS DE MOLHO

 

 

As notícias mais recentes não param de falar na queda acentuada do mercado de ações da Bolsa de Valores. Os mais desavisados, que fizeram aplicações, nos últimos meses, com a tendência de alta do mercado, devem agora estar muito preocupados. Se as expectativas foram de ganhos em curto prazo, fizeram mal, porque é preciso muito conhecimento nesta área.

Se, todavia, os investimentos tiveram as expectativas de longo prazo, podem ficar tranqüilos, porque, com o tempo, o valor aplicado retorna através de dividendos e bonificações. Em outras palavras, um bom investimento se paga por ele próprio.  

Conforme já comentei aqui, com fundamento nas projeções do Fundo Monetário Internacional, as principais economias avançadas reduzirão o ritmo de crescimento nos anos de 2008 e 2009, com reflexos no panorama mundial.

Outra situação que pode ser comentada, se refere ao processo de globalização. As chamadas ondas de globalização, das décadas 1820, 1830, 1860, 1880, 1920, 1960 e 1980 tiveram características em comum. Em cada período desses houve uma rápida expansão no preço das commodities, uma enorme expansão na concessão de empréstimos aos mercados e países menos desenvolvidos e, conseqüentemente, expansão do crédito internacional acarretando um aumento considerável no comércio mundial. A grande coincidência é o súbito e veloz  volume do dinheiro e de crédito, com abundância de liquidez global nos centros financeiros internacionais.

Quer dizer, o fluxo do dinheiro é muito rápido e as quantias são enormes, haja vista a retirada de capital estrangeiro no mês de junho da Bolsa de Valores, com valores da ordem de  sete bilhões de reais.

Ao que tudo indica, a globalização é basicamente uma decorrência do aumento do apetite por riscos entre os investidores dos países mais ricos. Ou seja, a história se repete:  “Para alguém ganhar, alguém tem que perder”.

Vejam os exemplos das loterias, jogo do bicho e outros. A característica é a grande maioria perdendo para uma minoria faturar bem alto.

Existe tempo de plantar e tempo de colher. Em algumas situações, no entanto, o melhor é ficar com as barbas de molho.



Escrito por zauverissimo às 11h18
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AS PESSOAS E AS EMPRESAS

 

Qual seria o segredo de algumas organizações que contrariam a expectativa média de vida e alcançam uma próspera longevidade? A literatura mostra que somente as empresas que estão vivas pertencem a esta mínima parcela de sobrevivência. As empresas, “vivas”, possuem características quase que, senão, totalmente humanas. Elas “sentem”, “pensam”, “refletem” “questionam” e “redirecionam” os seus objetivos.

Estas empresas apostam na inovação e no aprendizado constante, ao contrário das empresas, ditas “econômicas”, que agem unicamente em função do lucro imediato. Este assunto tem sido debatido e praticado por um grande número de pesquisadores e as comprovações têm sido apresentadas à comunidade acadêmica, sendo este tema pertinente a todo tipo de organização, seja empresarial, privada, estatal ou, até mesmo, educacional.

Uma das escolas responsáveis por este tema é denominada de Escola do Personalismo, uma escola de pensamento fundada por William Stern, um dos pioneiros da psicologia infantil. Seus trabalhos estão todos escritos em língua alemã, motivo pelo qual ele não se tornou muito conhecido.

Por causa de sua maneira de observar e escrever, sobre o comportamento dos seres humanos, seus trabalhos foram varridos da memória por ocasião da ocupação alemã, durante a segunda guerra mundial. Isto incluiu seu nome e a sua reputação. E, nós sabemos que esses fatos são muito comuns de acontecer em situações de estados totalitários, seja na guerra ou no dia-a-dia das empresas e até na rotina da vida.

Para Stern, cada ser vivo tem um todo único, com um caráter próprio que ele denominou persona. Um ser vivo, só pode ser entendido se aquela persona tornar-se evidente, pois ela é a essência do ser vivo, fazendo parte de um mundo maior, embora dele separada por sua “ membrana”. A persona representa, assim, a combinação de corpo e alma.

Ele descreveu uma escada metafórica que teria na base o Indivíduo e a cada degrau em direção ao topo, encontramos, em seqüência, a Família, a Tribo, a Nação e a Divindade Suprema. Ele escreveu isso em 1919 e, provavelmente, se estivesse vivo no mundo atual, acrescentaria alguns degraus abaixo do nível do Indivíduo.

Segundo a sua teoria, um ser vivo tem sempre uma estrutura hierárquica e a escada é a expressão disso e que, sempre há componentes menores dentro de nossa persona, ou seja, somos um quando olhados por fora e subdivididos quando olhados por dentro. Acima do degrau Indivíduo, é onde as pessoas se encontram e se relacionam, formando o conjunto de persona da organização, a personae.

Esta necessidade de relacionamento, para muitos, remete às implicações dessa escada, como alguma coisa amarga. Por isso, uma organização, como entidade viva, está sempre insegura, jamais estável, sempre sujeita às mudanças nos relacionamentos entre ela e o mundo exterior.

A necessidade de cada um para se relacionar, provoca algum tipo de tensão que passa a ser extravasado de alguma maneira, geralmente, no sentido dos subalternos ou dos empregados ou dos alunos e assim por diante. Esta tensão, quando muito forte pode gerar uma crise na organização, com conseqüências imprevisíveis. Geralmente são atitudes que colidem com a ética e a virtude, sem falar dos aspectos legais.

Muitas vezes, o processo de transformação na organização é doloroso e exige um grande esforço, mas sempre o bem triunfa sobre o mal. Esta é a lei da vida. Esta é a lei das Empresas Vivas.

 

 



Escrito por zauverissimo às 12h12
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A LENDA DE NARCISO E OS BOBOS DA CORTE

 

A lenda de Narciso, surgida provavelmente da superstição grega segundo a qual contemplar a própria imagem prenunciava má sorte, possui um simbolismo que fez dela uma das mais duradouras da mitologia grega. Narciso era um jovem de singular beleza, filho do deus-rio Céfiso e da ninfa Liríope. No dia de seu nascimento, o adivinho Tirésias vaticinou que Narciso teria vida longa desde que jamais contemplasse a própria figura.

Indiferente aos sentimentos alheios, Narciso desprezou o amor da ninfa Eco - segundo outras fontes, do jovem Amantis - e seu egoísmo provocou o castigo dos deuses. Ao observar o reflexo de seu rosto nas águas de uma fonte, apaixonou-se pela própria imagem e ficou a contemplá-la até consumir-se. A flor conhecida pelo nome de Narciso nasceu, então, no lugar onde ele morreu. A versão tradicional reproduzida por Ovídio, em Metamorfoses, foi transmitida à cultura ocidental por intermédio dos autores renascentistas. Na psiquiatria e particularmente na psicanálise, o termo narcisismo designa a condição mórbida do indivíduo que tem interesse exagerado pelo próprio corpo. Em outras palavras, gosta e precisa muito, demais, de aparecer, não importa como. E, pior, não consegue perceber o mal que faz às pessoas à sua volta.

Existem estudos sobre o imaginário no contexto da cultura organizacional, com fundamento no conhecimento psicanalítico, cujo conteúdo é marcado pela inquietação de compreender a natureza dos vínculos psicológicos e afetivos que são desenvolvidos na relação indivíduo / organização, em particular, os laços de adesão e lealdade.

E, isto ocorre, através da “descoberta” do inconsciente, revolucionando o saber e a imagem que o homem tem de si e toda a sua complexidade, que envolve sonhos, imaginação, vida sexual e afetiva, decisões, opiniões, idéias sobre o mundo, escolhas profissionais e políticas, fantasmas, símbolos, forças estranhas, correntes secretas, ambivalentes, escorregadias, atemporais e contraditórias que escapam à percepção do sujeito. As organizações, portanto, representam o grande “ninho”, onde o homem vive a maior parte de sua vida e onde tudo acontece.

Assim, como exemplo, existem certos indivíduos que não podem ver um palanque, para dele se apossar e falar alguma coisa para aparecer. Quando isso não causa algum tipo de prejuízo, podemos até fazer vista grossa. Mas certos tipos, ligados à alta administração e que deveriam dar o exemplo, não conseguem perceber o mal que estão fazendo a toda a sociedade e, em particular, ao mercado financeiro.

Recentemente, tivemos dois episódios de declaração pública, cujas conseqüências foram altas consideráveis nos preços das ações de uma determinada empresa. Estas situações indicam atitudes estapafúrdias e grotescas, em sua essência, pois em um momento que o país precisa adquirir o Grau de Investimento da terceira e última agência de qualificação, eventos desta ordem só causam descrédito em um setor que poderia ser mais procurado para investimentos, mas não o é, pela sua fama de risco e especulação.

Se, por um lado, considerarmos o princípio da boa fé, tais atitudes podem vir de pessoas que não entendem coisa alguma. Por outro lado, pode, também, ser puro narcisismo ou pode ser um simples bobo da corte ou as duas coisas ... ou tudo junto.

 

 

 

                                      ******************

COMPLEMENTANDO

 

 

* Para Edison Garcia, superintendente da Associação dos Investidores do Mercado de Capitais ( Amec): “ É preciso disciplinar melhor a situação. As estatais devem ter regras claras de divulgação de informação”.

 

* E, segundo a presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão responsável pela regulação do mercado, Maria Helena Santana: “ existe dificuldade em punir os abusos”.

 

      *  As empresas privadas são fiscalizadas pela CVM e as estatais, não. Pergunta-se, então: E, aí?  Como é que fica a credibilidade do mercado financeiro?

 

      *  A estratégia da comunicação corporativa atende a critérios mínimos de confiabilidade, através da veiculação oficial de seus Balanços Patrimoniais, Resultados Trimestrais e outras informações pertinentes, de forma a permitir, democraticamente, a todos os interessados, como e quando decidir em relação a uma determinada transação financeira. Assim deveria ser, também, em relação às estatais.

 

 

                                               *******************

 

NOTÍCIAS

 

 

       * A semana termina com a bolsa caindo e o dólar subindo. O espectro da inflação ronda o mundo globalizado e as notícias, sejam boatos ou não, não são das melhores. É um momento de deixar as barbas de molho e aguardar.

 

       *  Pode-se até aproveitar a queda das ações e fazer uma compra. Mas, atenção! É necessário conhecer o papel que está se investindo, evitando a aplicação puramente especulativa. Daí a importância de conhecer melhor a empresa, alvo de uma compra, através dos relatórios trimestrais, política de dividendos, fontes de receita e eficiência operacional.

 





Escrito por zauverissimo às 10h53
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UM BICHO DE SETE CABEÇAS

 

 

Todos conhecem a história do bicho de sete cabeças. Este símbolo passou ao folclore popular com o significado de que alguma coisa muito ruim está acontecendo ou para acontecer.

No caso aqui, o bicho de sete cabeças é a inflação, que sempre foi uma vedete no nosso país, inclusive em períodos que deixaram muitos traumas na nossa histórica econômica.

Em um relatório recente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentou as suas projeções para o biênio 2008-2009, em relação ao Brasil, de um crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) da ordem de 4,8% em 2008 e 3,7% em 2009, ou seja, uma previsão bem pessimista, com um desempenho inferior ao da média dos países em desenvolvimento.

Vários itens (bens e serviços) concorrem para o cálculo do PIB. No caso em pauta, o aumento atual do PIB no primeiro trimestre deste ano, foi influenciado pelo fator consumo, que aumentou 6,6% em relação ao mesmo período de 2007. Ao mesmo tempo, as despesas da administração pública aumentaram 5,8 %, as exportações cairam 2,1% e a indústria, teve um crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2007.

Todavia, a alta dos alimentos, conseqüência da alta do óleo diesel, aliada ao aumento dos juros, estão forçando uma desaceleração da economia, corroborando as previsões citadas acima.

Para complicar, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), um fator que mede a economia doméstica, teve uma variação positiva de 0,79% nos preços do mês de maio, afastando-se da meta do Conselho Monetário Nacional, que é de 4,5%, no total.

E, complicando mais ainda, uma nova lei contábil, já em vigor, promete elevar a taxação das empresas, o que pode significar repasse de custos ao consumidor. Afinal, os investimentos nas indústrias visam lucro e a criação de novas taxas, podem forçar um aumento nos preços, alimentando o bicho de sete cabeças.

Apesar de tudo isso, por enquanto, existe um relativo equilíbrio entre a demanda e a oferta. O futuro vai depender dos ajustes a serem feitos pela equipe econômica.

A ata do mês de junho do Copom ( Comitê de Política Monetária), divulgada nesta última quinta-feira (12/06), apresenta um sinal de alerta contra a inflação.

Como exemplo, os mercados asiáticos de ações estão em queda, por um simples temor da inflação. Incrível, mas lá também tem este bicho de sete cabeças. Os mercados de ações representam uma forma de captação de recursos para as empresas.

Com inflação, todos caminham para o buraco, em qualquer parte do mundo, para serem engolidos pelo ... bicho de sete cabeças.

 

 

 



Escrito por zauverissimo às 14h14
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UM  PESO  E   DUAS  MEDIDAS

 

O recente aumento da taxa básica de juros pelo Comitê de Política Monetária ( Copom), para 12,5% ao ano, já está provocando reflexos na vida das pessoas físicas e nas indústrias.

Como era de se esperar, a demanda de crédito para as pessoas físicas já apresenta um declínio,  pois a tendência é a contenção da inflação, alimentada pelo excesso de consumo. Os setores mais atingidos são os de compras de veículos e o de crédito pessoal.

Para as indústrias, a redução do consumo levará a uma produção mais contida, diminuindo a circulação de dinheiro, penalizando a sociedade e diminuindo o crescimento do país, pois o custo do dinheiro fica cada vez maior.

Não existem dúvidas de que a inflação precisa ser combatida a todo custo, pois a cada momento surgem novos fatores como, por exemplo, a alta dos alimentos.

Conseqüentemente, o Brasil passa a ser um país atraente para o capital estrangeiro, provocando a diminuição da taxa cambial e afetando o setor de exportação. Os problemas, ficarão para serem resolvidos no futuro.

Mas a dívida pública continua alta, motivada em parte, pelos gastos do governo, principalmente agora que o cofre está sendo aberto para seduzir a oposição e convencê-la a votar, de novo, agora,  a favor da nova CPMF.

E, a agência Moody já deixou bem caro que estes gastos públicos representam um fator limitante para elevar o país à condição de grau de investimento. Esta agência é uma das três mais importantes avaliadoras desta modalidade de qualificação.

 

NOTÍCIAS

 

E como se não bastasse toda esta situação de dificuldade, a bolha do petróleo começa a explodir, fazendo baixar as cotações das commodities,  representadas, principalmente pelas ações da Petrobrás. A cotação estava em um patamar altamente especulativo e isso teria que ocorrer a qualquer  momento.

Mas esta situação não é tão preocupante assim, pois o mercado financeiro ainda tem bastante gordura para agüentar este tranco. Mesmo porque, a tendência para os próximos dois anos, segundo o último relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), a previsão para o país é de um crescimento não muito acelerado, mas firme, em relação a um grande número de países.

Isto significa que momentos de queda das ações da Bolsa de Valores, significam uma ótima oportunidade para a compra de papéis tradicionais.

 

 

CONCEITO DE FELICIDADE

 

No futuro, poderemos dizer que éramos felizes e não sabíamos, pois na vizinha Argentina, uma onda de pânico, motivada pela insolúvel questão entre o governo e os agricultores,  acarretou uma corrida às agências bancárias para saques em poupanças e contas correntes.

Como conseqüência, o governo aumentou os juros de 10 para 18% em relação às aplicações e queimou 2 bilhões de dólares das reservas, como represália contra quem apostou nesta moeda.

 



Escrito por zauverissimo às 22h53
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NEM TUDO QUE RELUZ É OURO  OU  CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO

 

 

Esta semana foi agitada com informações das mais diversas que, certamente, devem ter deixado as pessoas boquiabertas com tanta informação cruzada e conflitante. A primeira delas foi em relação às contas do Balanço de Pagamentos, cujo déficit é de 3 bilhões de dólares. Só que, uma parte deste total, foi amortecida pelo aumento das transferências. Não explicaram isso, mas dá para saber que foram transferências de brasileiros no exterior, que mandaram dinheiro para cá, principalmente os descendentes de japoneses.

Mesmo assim, se o Balanço é negativo, é porque, no total saiu mais dinheiro do que entrou. E isso não é bom.

Este Balanço de Pagamentos inclui: a) Balança Comercial (exportações e importações); b)  Balança de Serviços (transportes e seguros referentes ao item anterior), serviços governamentais (embaixadas e consulados) e c) transferências do exterior. É claro que esta apresentação aqui está bastante resumida, mas o objetivo é dar uma idéia global.

Outra informação foi, a nota dada ao Brasil elevando-o à condição de Grau de Investimento por uma agência canadense, pouco conhecida. O efeito foi psicológico e fez as cotações das ações subirem, um pouco mais.

Finalmente, outra, das três agências de porte, a Fitch Ratings, elevou o Brasil à condição de Grau de Investimento. Isto foi muito bom, pois agora, só falta uma agência dar a sua nota. 

Mas acontece que não explicam que existe uma diferença significativa entre crescimento e desenvolvimento. O país está crescendo bem, apesar da “roda presa” da dívida externa. Ou seja, o crescimento tem relação com a quantidade produzida. Este crescimento é medido através de indicadores econômicos como o PIB, o PIB per capita, a Renda Nacional e a Renda per capita.

O desenvolvimento, por sua vez, é medido através de um índice que as Organizações das Nações Unidas (ONU) adotou e cuja sigla é o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que inclui o PIB (Produto Interno Bruto) per capita, a expectativa de vida, a taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade e a taxa de matrícula bruta nos três níveis de ensino (relação entre a população em idade escolar e o número de pessoas matriculadas no ensino fundamental, no ensino médio e no ensino superior). Ou seja, a qualidade de vida.

Segundo dados recentes, o Brasil está entre os dez mais no cenário mundial, em termos de crescimento. E isso é muito bom.

Em relação ao desenvolvimento (IDH), o Brasil ocupa o 69º lugar, com 1/3 da população abaixo da linha de pobreza, uma taxa de analfabetismo de 15% e uma expectativa de vida ao nascer, em torno dos 68 anos, mesmo com uma mortalidade infantil de 34 para cada mil nascidos com vida. E isso não é bom.

Tenham um bom final de semana, ... apesar da chuva.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por zauverissimo às 18h23
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UM  DEVER  DE  CASA  MUITO  DIFÍCIL

 

 

Após a nova condição de Grau de Investimento dada ao Brasil, por apenas uma, das três agências internacionais, ficou acertado um conjunto de objetivos com a finalidade de assegurar tão almejada classificação.

Embora muito já tenha sido feito, existem situações externas e problemas internos, que estão deixando muito a desejar.

No âmbito externo, a alta especulativa do barril de petróleo, uma modalidade de commodity, com grande poder no mercado internacional, acima dos 130 dólares, agravada por evidências de que a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) não vai elevar a sua produção diária, só poderá piorar a situação. É claro, se a oferta diminui, o preço só tende a aumentar. Esta é a lei do mercado. Neste cenário, o Brasil consegue apenas uma “casquinha” considerando as reservas petrolíferas e a força do preço das ações da Petrobrás na Bolsa de Valores.

Esta situação nos faz lembrar de um passado não muito distante. Em 1971 ocorreu a desvinculação do dólar ao ouro e em 1973 com a alta exagerada do preço do barril cobrado pela OPEP, houve o choque do petróleo e a introdução do regime de taxas flutuantes nos Estados Unidos. Esta situação, como não poderia deixar de ser, repercutiu aqui, tal qual um efeito dominó.

A situação atual parece ter uma certa semelhança em um grau um pouco mais leve e em um momento em que o país conta com boas reservas, apesar de alguns pesares. Um deles é a nossa dívida externa próxima de cem bilhões de reais. Não falo dos outros para não estragar o seu feriado.

No âmbito interno, as contas tropeçam em algumas pedras difíceis de serem removidas. Com a elevação dos juros básicos para conter a inflação, o perfil da dívida fica prejudicado, pois os investidores externos exigem taxas maiores para a compra de papéis do Tesouro Nacional. São os chamados Títulos Prefixados.

Mesmo assim, o fantasma da inflação continua rondando a todos nós. Quem faz compras em supermercado percebe isto de forma gritante. A previsão do IGP-M deste mês aproxima-se de 1,80% (o IGP-M de abril foi de 0,89%),um percentual, extremamente preocupante, considerando tudo que possa estar atrelado, a este índice.

Os gastos públicos continuam elevados e o governo precisa arrecadar mais para a propaganda eleitoral, argumentando a volta da CPMF, a pretexto de ajudar a saúde. Saúde? Onde? Com isso os impostos continuarão a aumentar forçando a alta dos preços como aconteceu com a gasolina e, principalmente, o diesel, utilizado em larga escala para o transporte de alimentos e demais mercadorias.

Esta situação, fora outras ainda em observação produzirão, certamente, um efeito cascata inevitável, a não ser que o dever de casa seja feito com bastante atenção.

Um bom feriado a todos.

 

 

 

 



Escrito por zauverissimo às 14h02
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O RISCO PAÍS E O RISCO BRASIL

 

 

O Risco-País ou, no nosso caso, o Risco-Brasil, refere-se a uma classificação das agências internacionais de classificação de risco.

Estas agências fazem uma avaliação da situação econômica do país e determinam a probabilidade do país em questão declarar a moratória de sua dívida externa.

Quanto mais baixa for esta probabilidade, mais seguro será investir nos títulos emitidos pelo país.

Se a probabilidade é suficientemente baixa, a agência considera que o país atingiu o Grau de Investimento.

Calma. Muita calma. Porque a classificação atual de Grau de Investimento foi dada apenas por uma, das três agências de classificação.

Em outras palavras, o Risco-Brasil mede o grau de desconfiança dos investidores estrangeiros em relação à economia brasileira. Este valor encontra-se cerca de 40 pontos acima da mínima necessária.

Para complicar o entendimento, poderíamos dizer que existe uma equivalência entre os títulos pagos pelo país em questão em relação aos papéis de prazo equivalente, emitidos pelos Estados Unidos, considerado como risco zero.

Existem outros índices como o Global 18 e o Global 40, que entram na avaliação diária dos investimentos na bolsa de valores, mas isso é assunto para outro dia.

 

 

NOTÍCIAS

 

* O início desta semana foi caracterizado por realizações (vendas para obtenção de lucro) após três dias de cotações em alta. A alta sempre tem motivos, que foram: a) a divulgação de um índice inflacionário menor do que o esperado, nos Estados Unidos; e b) a alta dos mercados europeu e americano.

 

* Além disso, ocorreram surpresas com as ações da Ideiasnet que tiveram alta de 17% por conta de um acordo firmado com um fundo de investimento ligado ao empresário Eike Batista.

 

* Outro fato digno de nota refere-se à valorização de quase 48% das ações da Estácio (Universidade) que recebeu um aporte de cerca de 260 milhões de reais da GP Investimentos.

 

* A queda registrada na quarta-feira, foi suficiente para animar os investidores, trazendo-os de volta a uma nova pressão de compra. Com isso, a alta de quinta-feira ficou em torno de 2,09%, subindo para 1,78% na sexta-feira.

 

* Toda esta euforia foi causada por dois fatores que podem ser registrados, como determinantes, quais sejam, os rumores de uma nova classificação (Grau de Investimento) a ser dada por outra agência e a entrada de grandes investidores estrangeiros, representados por três grandes corretoras americanas.

 



Escrito por zauverissimo às 20h45
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* Na sexta-feira, a Bovespa teve uma queda em torno de 1%, acompanhando os mercados externos. Um dos motivos foi o aumento do barril de petróleo, cotado a US$ 126, além de, como sempre, o aumento do risco Brasil. Mas, no final do pregão deu para recuperar algumas perdas, pois a queda diminuiu para 0,21%.

 

* O Risco Brasil, calculado pelo JP Morgan, fechou em  ascensão, nos três últimos dias da semana com cotações que variaram de 206 a 216 pontos.

 

* E por falar em inflação:  o IPCA atingiu a maior taxa desde 2006 e o IGP-M subiu.

 

* Aliás, como disse Henrique Meirelles, presidente do Banco Central: “ Grau de investimento se ganha e se perde”.     ...Ainda bem que ele sabe disso.



Escrito por zauverissimo às 17h32
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